
A economia se baseia no extrativismo de produtos como o látex, açaí, madeiras e castanha. A região também é rica em minérios. Lá está a Serra dos Carajás (PA), a mais importante área de mineração do país, produtora de grande parte do minério de ferro exportado, e a Serra do Navio (AP), rica em manganês. A extração mineral, porém, praticada sem os cuidados adequados, contribui para a destruição ambiental.
No rio Tocantins, no Pará, encontra-se a usina hidrelétrica de Tucuruí, a maior da região e 2ª do país (a maior inteiramente nacional, já que Itaipú, no Paraná, é binacional - Brasil/Paraguai). Existem ainda outras usinas menores como Balbina, no rio Uatumã (AM) e Samuel, no rio Madeira (RO).
O governo federal oferece incentivos fiscais para a instalação de indústrias no Amazonas, especialmente montadoras de eletrodomésticos. Sua administração cabe à Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e os incentivos deverão permanecer em vigor.
De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base, a região ocupa o segundo lugar - atrás do Sudeste -, nos investimentos públicos e privados.
A Região Norte tem priorizado a oferta e a redistribuição de energia para seus estados. O Pará, por exemplo, concluiu em 1999 a linha Tramoeste, que leva a energia de Tucuruí, no rio Tocantins, até o oeste paraense. No Amazonas, como a planície da bacia amazônica inviabiliza a construção de hidrelétricas, o estado investe no gás natural. Está em andamento o projeto do uso do gás de Urucú, na bacia do rio Solimões. A Petrobrás é sócia minoritária, com 24% e o restante é do governo estadual, que repassará cotas para empresas privadas. Os maiores consumidores são as geradoras de energia elétrica, que passarão a usar o novo combustível em substituição ao óleo diesel para movimentar as turbinas de suas termelétricas.
O programa federal de eletrificação rural "Luz no Campo", atende aos estados de Rondônia, Acre, Roraima, Pará e Tocantins. A chegada da energia elétrica vai permitir a mecanização da agricultura.
Assim esta dividida a participação de cada estado na economia brasileira:
Acre
- Participação no PIB nacional: 0,2% (2000).
- Composição do PIB: agropecuária: 4,7%; indústria: 19%; serviços: 76,3% (1999).
- PIB per capita: R$ 3.037 (2000).
- Agricultura: mandioca (290.859 t), milho (51.210 t), banana (41.745 t), arroz (31.332 t), feijão (7.780 t) (prelim. maio/2002).
- Extrativismo: lenha (450.781 m3), madeira (206.961 m3), castanha-do-pará (8.247 t), látex (2.786 t) (2000).
- Pecuária: aves (1.573.492), bovinos (1.033.311), suínos (183.498) (2000).
- Mineração: pedra britada (112.000 m3), areia e cascalho (162.400 m3), água mineral (14.591.398 l) (2000).
- Indústria: alimentícia, gráfica e de produtos de madeira (2000).
- Exportação: (US$ 5,8 milhões): couro e pele de bovinos (75%), madeira serrada e em folhas (18%), produtos de madeira (3%).
- Importação: (US$ 5,3 milhões): máquinas e motores (95%), farinha de trigo (3%) (2001).
Amapá
- Participação no PIB nacional: 0,2% (2000).
- Composição do PIB: agropecuária : 5,3%; industria: 9,4%; serviços: 85,3% (1999).
- PIB per capita: R$ 4.098 (2000).
- Agricultura: mandioca (65.279 t), laranja (8.412 t), banana (2.976 t), arroz (1.816 t), milho (1.465 t) (prelim. maio/2002).
- Extrativismo: madeira (84.410 m3), lenha (66.390 m3), açaí (1.825 t), castanha-do-pará (1.639 t) (2000).
- Pecuária: bubalinos (159.650), bovinos (82.822), aves (51.858), suínos (17.036) (2000). Mineração: caulim (720.674 t), cromo-cromita (178.072 t) (2000).
- Indústria: alimentícia, gráfica e extrativa mineral e vegetal (2000).
- Exportação: (US$ 30,5 milhões): madeira (60%), minérios (36%), palmito (4%).
- Importação: (US$ 11,2 milhões): combustíveis (48%), teleinformática (15%), água de colônia (11%) (2001).
Amazonas
- Participação no PIB nacional: 1,7% (2000).
- Composição do PIB: agropecuária: 2,7%; industria: 56,9%; serviços: 40,4% (1999).
- PIB per capita: R$ 6.668 (2000).
- Agricultura: mandioca (637.547 t), cana-de-açúcar (300.189 t), banana (82.091 t), arroz (29.674 t), laranja (13.337 t), milho (13.238 t), malva (5.489 t), juta (1.008 t), guaraná (469 t) (prelim. maio/2002).
- Extrativismo: lenha (2.005.862 m3), madeira (803.528 m3), piaçava (7.880 t), castanha-do-pará (7.823 t), copaíba (379 t) (2000).
- Pecuária: aves (2.869.959), bovinos (843.254), suínos (300.168) (2000).
- Mineração: gás natural (2.427 milhões m3), petróleo (3.227.362 m3) (2001) estanho-cassiterita (17.935.000 kg), pedra britada (685.109 m3) (2000).
- Indústria: alimentícia, gráfica e eletroeletrônica (2000).
- Exportação: (US$ 851,2 milhões): eletroeletrônicos (48%), extratos para bebidas (24%), motos e motopeças (8%), máquinas copiadoras e acessórios (5%), aparelhos e lâminas de barbear (3%).
- Importação: (US$ 3,3 bilhões): eletroeletrônicos (28%), não-declarados (26%), bens de informática (17%), motopeças (7%), combustíveis (4%) (2001).
Pará
- Participação no PIB nacional: 1,7% (2000).
- Composição do PIB: agropecuária: 24,5%; industria: 29,3%; serviços: 46,2% (1999).
- PIB per capita: R$ 3.041 (2000).
- Agricultura: mandioca (3.986.124 t), banana (763.025 t), milho (424.040 t), arroz (408.164 t), pimenta-do-reino (49.067 t), cacau (32.147 t), malva (1.368 t), abacaxi (223.004.000 frutos), coco-da-baía (209.992.000 frutos) (prelim. maio/2002).
- Extrativismo: madeira (10.781.501 m3), lenha (4.648.333 m3), carvão vegetal (470.604 t), açaí (112.676 t), palmito (15.998 t), castanha-do-pará (8.935 t), castanha de caju (805 t), buriti (295 t) (2000).
- Pecuária: aves (15.927.040), bovinos (10.271.409), suínos (1.335.424), bubalinos (465.973), eqüinos (240.565) (2000).
- Mineração: pedra britada (1.240.141 m3), ferro (47.673.395 t), alumínio (11.210.806 t), caulim (699.579 t), bauxita refratária (312.371 t), ouro (11.380.114 gr) (2000).
- Indústria: extrativa mineral, madeireira e metalúrgica (2000).
- Exportação: (US$ 2,3 bilhões): minério de ferro (34%), alumínio (20%), madeira (13%), minério para alumínio (10%), caulim (7%), outros minerais (6%), celulose (5%), pimenta (2%).
- Importação: (US$ 255,8 milhões): soda cáustica (12%), petroquímicos (10%), peças e equipamentos ferroviários (9%), trigo (9%), combustíveis (9%), bens de informática (8%), carvão para siderurgia (7%) (2001).
Rondônia
- Participação no PIB nacional: 0,5% (2000).
- Composição do PIB: agropecuária: 17,5%; industria: 23,1%; serviços: 59,5% (1999).
- PIB per capita: R$ 4.065 (2000).
- Agricultura: mandioca (311.069 t), milho (181.471 t), arroz (144.591 t), café (90.416 t), feijão (47.974 t), cacau (15.779 t) (prelim. maio/2002).
- Extrativismo: madeira (647.515 m3), lenha (495.871 m3), castanha-do-pará (6.508 t) (2000).
- Pecuária: bovinos (5.664.320), aves (5.291.407), suínos (460.868), eqüinos (124.786) (2000).
- Mineração: areia e cascalho (698.900 m3), pedra britada (532.629 m3), calcário (60.400 t), estanho-cassiterita (7.797.797 kg), água mineral (22.936.896 l) (2000).
- Indústria: alimentícia, extrativa mineral, madeireira (2000).
- Exportação: (US$ 56,8 milhões): madeira (92%), granito (3%), carnes congeladas (2%).
- Importação: (US$ 35,9 milhões): geradores a diesel (85%), malte (5%), trigo (2%) (2001).
Roraima
- Participação no PIB nacional: 0,1% (2000).
- Composição do PIB: agropecuária: 4,2%; industria: 15,2%; serviços: 80,6% (1999).
- PIB per capita: R$ 3.417 (2000).
- Agricultura: arroz (71.645 t), mandioca (63.400 t), banana (28.000 t), milho (19.220 t) (prelim. maio/2002).
- Extrativismo: lenha (2.384.795 m3), madeira (115.684 m3), pinhão (2.150 t), erva-mate (39.967 t) (2000).
- Pecuária: aves (847.900), bovinos (480.400), suínos (76.320) (2000).
- Mineração: areia e cascalho (189.225 m3), pedra britada (130.500 m3) (2000).
- Indústria: alimentícia, gráfica, de produto de madeira (2000).
- Exportação:. (US$ 4,4 milhões): madeira (80%), diamante (11%), couro e pele (4%).
- Importação: (US$ 3,4 milhões): fertilizantes (40%), teleinformática (15%), máquinas para pavimentação (12%), aviões e peças (12%), medicamentos (10%) (2001).
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