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Rio Amazonas

Estudos recentes demonstram que a nascente do Amazonas fica no Nevado de Mismi, uma montanha no sul do Peru. As águas brotam da fralda norte da Cordilheira da Chila, em um paredão denominado Quebrada Carhuasanta, 5.300 metros acima do nível do mar. O Apurímac-Ucayali corre em direção norte, encontrando-se com o Marañón e tomando a direção geral leste. Após receber o rio Napo e atravessar a fronteira do Peru com o Brasil, passa a ser chamado Solimões.

Em Manaus, o rio Solimões recebe o Negro e daí até a foz é chamado Amazonas. Não apenas seu comprimento e seu volume de água dão destaque ao Amazonas, mas também seus afluentes, entre os quais se encontram alguns dos outros maiores rios do mundo, como o Negro e o Madeira.

Dentro do Brasil, os principais afluentes da margem esquerda do Amazonas são Iça, Japurá, Negro, Trombetas, Paru e Jarí; os da margem direita são Javari, Jataí, Juruá, Tefé, Madeira e Xingu.


Água branca, preta e clara


Os rios chamados de água branca carregam abundantes sedimentos e apresentam na realidade uma cor levemente amarelada. São característicos o próprio Amazonas, o Purus, a Madeira e o Juruá. Os rios de água preta não transportam material em suspensão; suas águas são ácidas e praticamente desprovidas de nutrientes minerais. São casos típicos o Negro e o Urubu. Os rios de águas claras (ou cristalinas) são transparentes ou levemente esverdeados. Carregam poucos materiais em suspensão. São exemplos o Tapajós e o Xingu.


Um mar doce

O Amazonas lança no oceano 176 mil metros cúbicos de água por segundo. Essa vazão é 10 vezes maior que o Mississipi, de 17 mil metros cúbicos por segundo, e quatro vezes maiores que a do Gongo, de 40 mil metros cúbicos por segundo. Avançando sobre o mar, o rio forma uma camada de água doce de dezenas de quilômetros sobre a água salgada. Por isso os primeiros europeus que visitaram o Amazonas o chamaram de “mar de água doce”.


A ictiofauna mais variada

Outra riqueza da bacia amazônica é a sua ictiofauna de água doce, a mais variada do mundo: mais de 2.000 espécies de peixes já foram identificadas. Alguns desses peixes têm ótimo sabor e são apreciados tanto no mercado nacional como no internacional. A demanda de peixes amazônicos para aquário tem aumentado gradualmente.


Amazonas o maior rio do mundo

Considerando que o Nevado de Mesmo, no Peru, é a verdadeira nascente do Amazonas, e que seu canal principal está formado pelo sistema Apurimac-Ucayali-Amazonas, o rio é o maior do mundo não só em volume de água como também em comprimento, pois o seu curso mede 6.850 quilômetros, ultrapassando o Nilo, com seus 6.671 quilômetros.


Há 50 mil anos

Tudo indica que os vales profundos que o rio Amazonas atravessa foram escavados nos sedimentos há 50 mil anos, quando o oceano se encontrava 100 metros abaixo do seu nível atual. Terminada a última glaciação, há 15 mil anos, iniciou-se a elevação do nível do mar e em conseqüência ocorreu um represamento dos rios em seus próprios vales. No decorrer dos milênios seguintes o Amazonas atingiu sua situação atual.


Uma Hidrovia Natural

A profundidade do rio em alguns pontos é de mais de 50 metros; no estreito de Óbidos chega a 100 metros. As melhores condições de navegabilidade ocorrem no canal principal, por onde podem trafegar navios de grande calado durante o ano todo, desde a foz até lquitos, no Peru. Navios oceânicos também podem navegar em alguns dos afluentes, como o Madeira. O sistema fluvial da Amazônia é uma hidrovia natural.


Uma largura variável

De uma margem à outra o rio Amazonas pode apresentar uma largura de até 15 quilômetros, como ocorre na confluência com o Tapajós. Durante as enchentes a diferença de nível pode oscilar entre 10 e 15 metros, de modo que as várzeas inundadas dão ao Amazonas uma largura de até 100 quilômetros.


Se o rio deixasse de correr

O Amazonas é um rio de planície. A partir de Iquitos, que a 3.600 quilômetros do Atlântico, o curso do rio está a 100 metros acima do nível do mar. Na foz do rio Negro, em Manaus, ainda a 1.500 quilômetros do oceano, o desnível em relação ao mar é de apenas 15 metros. No entanto, como a profundidade nesse trecho é de 50 metros, se por algum motivo o rio deixasse de correr, o Atlântico invadiria a calha, formando uma faixa de água salgada que se estenderia até as proximidades de Tefé, várias centenas de quilômetros a oeste de Manaus.

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